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Quem abre o Catecismo, ouve uma homilia com atenção ou folheia um breviário esbarra cedo ou tarde num nome dos séculos IV e V: Agostinho, Ambrósio, Crisóstomo. São chamados Padres da Igreja. A expressão é antiga, mas o critério por trás dela é preciso, e a autoridade que ela carrega tem limites que a própria Igreja escreveu.
Padre da Igreja é o mesmo que padre?
Não. Em português a palavra engana, porque “padre” virou sinônimo de sacerdote. Aqui ela guarda o sentido do latim pater: pai. É o sentido em que São Paulo fala de si mesmo aos coríntios:
De fato, ainda que tenhais dez mil pedagogos em Cristo, não tendes todavia muitos pais, pois fui eu que vos gerei em Jesus Cristo por meio do Evangelho.1Cor 4,15, tradução Matos Soares
Pai, nesse sentido, é quem gera alguém na fé pelo ensino. A maior parte dos Padres foi de bispos, mas o título não depende do sacerdócio: Santo Efrém, que Bento XVI chama de “o mais importante representante do cristianismo de língua síria”, “permaneceu diácono toda a sua vida”.
O que é um Padre da Igreja?
A definição mais citada é de um monge da Gália, São Vicente de Lérins, num livro escrito cerca de três anos depois do Concílio de Éfeso (431), o Commonitório. Diante de um erro que nenhum concílio resolveu, diz ele, é preciso consultar os antigos, mas “somente aqueles que, embora em tempos e lugares diversos, permanecendo na comunhão e na fé da única Igreja católica, se mostraram mestres dignos de aprovação” (Commonitório, 3, 8; tradução nossa do latim).
A Igreja diz para que eles servem, e a palavra é testemunha:
Afirmações dos santos Padres testemunham a presença vivificadora desta Tradição, cujas riquezas entram na prática e na vida da Igreja crente e orante.Catecismo da Igreja Católica, n. 78, citando Dei Verbum, n. 8
O n. 688 do Catecismo diz o mesmo: a Tradição é aquela “de que os Padres da Igreja são testemunhas sempre actuais”. Testemunha não inventa: atesta o que recebeu, como o Apóstolo pediu ao discípulo:
e o que ouviste de mim, diante de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, capazes de instruir também a outros.2Tm 2,2, tradução Matos Soares
Quais são os critérios para alguém ser Padre da Igreja?
A resposta clássica vem dos manuais de patrologia. O verbete da Catholic Encyclopedia, escrito por John Chapman, recolhe a definição de Fessler, autor das Institutiones Patrologiae reeditadas por Jungmann: doutrina ortodoxa e saber, santidade de vida e, hoje, certa antiguidade. E enumera os sinais pelos quais se reconhece a aprovação da Igreja:
- ser citado por um concílio geral;
- ser citado em atos públicos dos papas dirigidos à Igreja ou sobre a fé;
- ser louvado no Martirológio Romano como sanctitate et doctrina insignis, insigne em santidade e doutrina;
- ter sido lido publicamente nas igrejas nos primeiros séculos;
- ser citado com louvor, como autoridade na fé, por algum dos Padres mais célebres.
Somadas, a definição e os sinais dão as quatro notas: antiguidade, ortodoxia, santidade de vida e aprovação da Igreja. Note-se o que o verbete não aponta: decreto nenhum que faça de alguém um Padre. Aponta sinais, que se acumulam ao longo dos séculos.
Por que a Igreja dá tanta autoridade aos Padres?
Porque estiveram perto da fonte. Uma instrução da Congregação para a Educação Católica, de 1989, dá como primeiro motivo que eles são “testemunhas privilegiadas da Tradição” (nn. 17 e 18). Transmitiram o que receberam: “ensinaram à Igreja o que aprenderam na Igreja”, diz a instrução com palavras de Santo Agostinho (n. 19).
E fizeram coisas que ficaram. Foram eles que fixaram “o cânon inteiro dos Livros Sagrados”, compuseram as profissões básicas da fé e criaram as primeiras formas da liturgia (n. 20). Eram, antes de tudo, “comentadores da Sagrada Escritura” (n. 26). (As traduções são nossas: a Santa Sé só publica a instrução em italiano.)
O Vaticano II pede o mesmo à Igreja inteira: ela “vai fomentando também convenientemente o estudo dos santos Padres do Oriente e do Ocidente, bem como das sagradas liturgias” (Dei Verbum, n. 23).
O que é o consenso unânime dos Padres?
É a regra que dá aos Padres, juntos, um peso que nenhum deles tem sozinho. Trento a formulou na sessão IV, em 8 de abril de 1546:
…decreta que ninguém, apoiado na própria prudência, em matérias de fé e de costumes pertencentes à edificação da doutrina cristã, torcendo a Sagrada Escritura para os seus próprios sentidos, ouse interpretá-la contra o sentido que manteve e mantém a santa Mãe Igreja, a quem cabe julgar do verdadeiro sentido e interpretação das Escrituras santas, ou mesmo contra o consenso unânime dos Padres.Concílio de Trento, sessão IV, decreto sobre a edição e o uso dos livros sagrados (tradução nossa)
O Vaticano I, na Dei Filius (24 de abril de 1870), renovou o decreto porque havia quem o lesse mal, e repetiu que “a ninguém é lícito interpretar a Sagrada Escritura contra esse sentido, ou mesmo contra o consenso unânime dos Padres” (cap. 2, tradução nossa do latim). A instrução de 1989 resume: o consenso unânime “constitui regra certa de interpretação da Escritura” (n. 23).
Três precisões evitam exageros:
- A matéria é fé e costumes. São Vicente já advertia que o consenso deve ser buscado “não em todas as pequenas questões da lei divina, mas somente, ou ao menos principalmente, na regra da fé” (Commonitório, 28; tradução nossa do latim).
- Quem julga é a Igreja. O Catecismo diz que o encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus “foi confiado só ao Magistério vivo da Igreja” (n. 85), que, por sua vez, “não está acima da Palavra de Deus, mas sim ao seu serviço” (n. 86). Os Padres são a garantia a que ela recorre: a Igreja “sempre se reportou aos Padres como garantia de verdade”, diz a instrução de 1989 (n. 23, tradução nossa).
- Unânime quer dizer acordo, não um ou dois nomes. Vicente pede o que “não um ou dois apenas, mas todos igualmente, num só e mesmo consenso” sustentaram, “abertamente, com frequência, com perseverança” (3, 8; tradução nossa do latim). Um versículo sobre o qual os Padres se dividem não tem consenso a invocar.
A opinião de um só Padre é doutrina da Igreja?
Não. O próprio Vicente, que tanto venera os antigos, é taxativo no capítulo 28: o que um mestre sustentar à parte de todos ou contra todos, seja ele santo e douto, seja bispo, confessor ou mártir, deve ser tido por opinião particular sua (tradução nossa, feita da versão inglesa de Heurtley).
Chapman cita o teólogo Franzelin na mesma linha: a autoridade de um Padre isolado “não é infalível nem peremptória”, mas as suas opiniões “não devem ser tratadas levianamente” (tradução nossa). É o equilíbrio que a Catena Aurea pratica ao pôr lado a lado duas leituras do mesmo versículo.
Quais são os períodos da era patrística?
A divisão é de manual, não de doutrina.
Padres apostólicos. Bento XVI os apresenta como a primeira e a segunda geração depois dos Apóstolos. São Clemente de Roma escreveu aos coríntios logo depois do ano 96; Santo Inácio de Antioquia deixou sete cartas a caminho do martírio em Roma; São Policarpo, bispo de Esmirna, foi discípulo de São João.
Apologistas. São, nas palavras de Bento XVI, “aqueles escritores cristãos antigos que se propunham defender a nova religião das pesadas acusações dos pagãos e dos judeus”. O século II é o tempo deles, e São Justino é “o mais importante dos Padres apologistas do segundo século”.
A grande época, séculos IV e V. Chapman chama o século IV de “a grande época dos Padres”, e uma divisão comum, que ele registra, põe os “grandes Padres” entre 325 e 451, de Niceia a Calcedônia. É o tempo de Atanásio contra Ário, dos três capadócios (Basílio, Gregório Nazianzeno e Gregório de Nissa), de Crisóstomo, Ambrósio, Jerônimo e Agostinho.
Onde termina. Não há data fixa. Chapman dá como certos São Gregório Magno († 604) no Ocidente e São João Damasceno no Oriente, admite Santo Isidoro de Sevilha († 636) e São Beda († 735), “nascidos fora do tempo”, e acha largo demais o limite de quem estende a era até São Bernardo († 1153). Bento XVI lembra que Isidoro é “considerado o último dos Padres cristãos da antiguidade”. Fechar o Ocidente em Isidoro e o Oriente em Damasceno é convenção de estudo, e nenhum dos documentos do Magistério lidos para este artigo fixa a data.
Qual a diferença entre Padre da Igreja, Doutor da Igreja e escritor eclesiástico?
O Vaticano II usa as três palavras numa linha só, ao reformar o Ofício: “Faça-se melhor selecção das leituras a extrair das obras dos Santos Padres, Doutores e Escritores eclesiásticos” (Sacrosanctum Concilium, n. 92). Não são sinônimos.
Doutor da Igreja é título conferido. Chapman enumera as três condições: eminens doctrina, insignis vitae sanctitas, Ecclesiae declaratio, isto é, doutrina eminente, santidade insigne e declaração da Igreja, que Bento XIV explica como declaração do papa ou de um concílio geral. Acrescenta que a declaração “não é de modo algum uma decisão ex cathedra” nem atesta que não haja erro nos escritos do Doutor. E há Doutores de todas as épocas: São Tomás de Aquino, do século XIII, recebeu o título de São Pio V, no século XVI.
Um Padre pode esperar séculos pelo título. São Leão Magno foi proclamado Doutor por Bento XIV em 1754. Santo Ireneu de Lião, morto por volta de 202, só o recebeu em 21 de janeiro de 2022, quando Francisco o declarou Doutor da Igreja “com o título de Doctor unitatis” (tradução nossa), depois de a Congregação para a Doutrina da Fé votar sobre a eminens doctrina dos seus escritos.
Escritor eclesiástico é, segundo Chapman, o autor antigo que, embora pertença à Igreja, não alcança aquelas quatro notas. Os casos clássicos são Tertuliano e Orígenes, e nenhum dos dois é figura menor. Tertuliano “inaugura a literatura cristã em língua latina”, diz Bento XVI, mas “uma busca demasiado individual da verdade, junto com as intemperanças do caráter, levaram-no gradualmente a deixar a comunhão com a Igreja e a aderir à seita do montanismo” (tradução nossa do italiano). Orígenes é “uma das personalidades determinantes para todo o desenvolvimento do pensamento cristão”; preso e torturado na perseguição de Décio, em 250, morreu alguns anos depois. Vicente de Lérins põe os dois lado a lado, o primeiro entre os latinos e o primeiro entre os gregos, como uma grande provação para a Igreja (Commonitório, 17 e 18).
A categoria não é condenação: para a história do dogma, diz Chapman, as obras dos escritores eclesiásticos valem muitas vezes tanto quanto as dos Padres. E a Igreja continua a lê-los: Bento XVI dedicou duas catequeses a Orígenes e uma a Tertuliano, e na Catena Aurea Orígenes assina centenas de comentários. Só não se invoca a autoridade deles como a de um Padre.
Quem são os quatro grandes Padres do Ocidente e do Oriente?
No Ocidente, Agostinho foi reconhecido cedo como o primeiro dos Padres, com Ambrósio e Jerônimo ao seu lado; depois se juntou Gregório Magno, e os quatro passaram a ser chamados os Doutores latinos. Um decreto de Bonifácio VIII, de 1298, mandou celebrar as festas dos quatro como duplas em toda a Igreja. Bento XVI chama Gregório de “um dos quatro Doutores do Ocidente”.
No Oriente, a tradição fala de três: Basílio, Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo são os três Hierarcas, com festa comum em 30 de janeiro. Foi o Ocidente que acrescentou Atanásio, “para que quatro respondessem a quatro”, nas palavras de Chapman. Na basílica vaticana, a Cátedra de São Pedro de Bernini é cercada por quatro deles, dois latinos e dois gregos: Ambrósio, Agostinho, Atanásio e Crisóstomo.
É título tradicional, nascido da liturgia e da arte. Não é definição dogmática, e a lista não mede o valor dos outros Padres: São Leão Magno, que Chapman chama de “em certos aspectos o maior dos teólogos”, ficou de fora da lista latina, explica o mesmo verbete, porque escreveu pouco e porque as suas cartas tinham autoridade maior, como palavra de papa.
Quais são os principais Padres da Igreja?
Dezesseis nomes, em ordem cronológica. “Onde” é a sé de quem foi bispo, ou a cidade de quem não foi; “c.” marca data aproximada. As datas vêm das catequeses de Bento XVI; as de Ireneu, também da carta de Francisco de 2022.
| Padre | Viveu | Onde | Língua | Por onde começar |
|---|---|---|---|---|
| São Clemente de Roma | bispo no fim do séc. I | Roma | grego | Carta aos Coríntios |
| Santo Inácio de Antioquia | † c. 107 | Antioquia | grego | as sete cartas |
| São Justino | c. 100 a c. 165 | Roma | grego | Diálogo com Trifão |
| Santo Ireneu de Lião | c. 130/140 a c. 202 | Lião | grego | Contra as heresias |
| Santo Atanásio | c. 300 a 373 | Alexandria | grego | Sobre a encarnação do Verbo |
| Santo Efrém | c. 306 a 373 | Nísibis e Edessa | siríaco | os hinos Sobre a Natividade |
| São Basílio Magno | c. 330 a 379 | Cesareia da Capadócia | grego | o livro sobre o Espírito Santo |
| São Gregório Nazianzeno | c. 330 a 390 | Nazianzo e Constantinopla | grego | os cinco Discursos teológicos |
| Santo Ambrósio | c. 340 a 397 | Milão | latim | Os mistérios |
| São Jerônimo | c. 347 a 419 ou 420 | Belém | latim | a tradução da Vulgata |
| São João Crisóstomo | c. 349 a 407 | Antioquia e Constantinopla | grego | as homilias |
| Santo Agostinho | 354 a 430 | Hipona | latim | Confissões |
| São Leão Magno | papa de 440 a 461 | Roma | latim | o Tomo a Flaviano |
| São Gregório Magno | c. 540 a 604 | Roma | latim | Regra pastoral |
| Santo Isidoro de Sevilha | bispo de 599 a 636 | Sevilha | latim | Livro das Sentenças |
| São João Damasceno | † antes de 754 | São Saba, perto de Jerusalém | grego | Discursos em defesa das santas imagens |
Ireneu, nascido provavelmente em Esmirna e bispo na Gália, escrevia em grego. E a data de Damasceno é um limite, não um ano: os seus discursos foram condenados “depois da sua morte” pelo concílio iconoclasta de Hieria, em 754.
Onde ler os Padres da Igreja hoje?
O lugar onde a Igreja os põe todo dia é o Ofício das Leituras, a hora da Liturgia das Horas em que, depois da leitura bíblica, vem uma leitura dos Padres ou de outros autores da Igreja. Quem quiser ver os Padres trabalhando sobre o Evangelho, versículo por versículo, tem a Catena Aurea, e o Evangelho de cada dia está na Liturgia Diária do site.
Um conselho de método também está na instrução de 1989. Ela pede aos professores que transmitam “o amor dos Padres e não só o conhecimento” (n. 58), e diz que o coroamento da formação só se alcança quando o estudante chega “a fazer-se amigo de algum dos Padres e a assimilar o seu espírito” (n. 59, tradução nossa). Um amigo, não dezesseis: escolher um nome da tabela e ler a obra ao lado dele rende mais que percorrer a era inteira num manual.
Para essa amizade, o Sagrada Tradição oferece algumas portas. No aplicativo, ao fim das leituras do dia, o botão Aprofundar com os Padres abre a Catena Aurea já no Evangelho do dia, e na seção de História da Igreja cada autor que a Catena cita tem a sua página, com a época e todos os comentários que assina. Na Biblioteca, a prateleira dos Padres traz as Confissões e A Cidade de Deus, de Santo Agostinho, traduzidas do latim e também no latim original. A Catena dos domingos e das solenidades é aberta a todos; o resto pede a Versão Completa. É um começo modesto para uma conversa que já dura quase vinte séculos, e que a Igreja nunca deixou de ter.
Fontes (16)
- Catecismo da Igreja Católica, nn. 78, 85 e 86 Edição portuguesa no site da Santa Sé, publicada em português de Portugal. Todas as citações da Santa Sé em português preservam a grafia do original (actuais, selecção), que não é erro de digitação.
- Catecismo da Igreja Católica, n. 688 Os Padres como testemunhas sempre atuais da Tradição.
- Concílio Vaticano II, Constituição dogmática Dei Verbum (18 de novembro de 1965), nn. 8 e 23 A frase sobre as afirmações dos santos Padres (n. 8) e o estudo dos Padres do Oriente e do Ocidente (n. 23).
- Concílio Vaticano II, Constituição Sacrosanctum Concilium (4 de dezembro de 1963), n. 92 Onde o Concílio nomeia, numa só linha, Padres, Doutores e escritores eclesiásticos.
- Congregação para a Educação Católica, Instrução sobre o estudo dos Padres da Igreja na formação sacerdotal (10 de novembro de 1989) Lida na edição italiana, a única que a Santa Sé publica. As passagens citadas (nn. 17 a 20, 23, 26, 58 e 59) são tradução nossa.
- Concílio de Trento, sessão IV (8 de abril de 1546), texto latino O decreto sobre a edição e o uso dos livros sagrados. A Santa Sé não publica Trento em português; a tradução é nossa, feita do latim.
- Concílio de Trento, sessão IV, tradução inglesa de J. Waterworth (1848) Usada só para conferir a nossa tradução do decreto.
- Concílio Vaticano I, Constituição dogmática Dei Filius (24 de abril de 1870), cap. 2 Texto latino no site da Santa Sé, conferido com a versão italiana da mesma página. A tradução é nossa.
- Francisco, Carta apostólica que proclama Santo Ireneu de Lião Doutor da Igreja (21 de janeiro de 2022) Lida em latim e na versão francesa. Dela vêm o título Doctor unitatis e as datas de Ireneu.
- Bento XVI, catequeses das audiências gerais de 2007 sobre os Padres da Igreja Clemente Romano (7/3), Inácio (14/3), Justino (21/3), Ireneu (28/3), Orígenes (25/4 e 2/5), Atanásio (20/6), Basílio (4/7 e 1/8), Gregório Nazianzeno (8/8), Crisóstomo (19/9), Ambrósio (24/10), Jerônimo (7/11) e Efrém (28/11). Edição portuguesa, em grafia de Portugal.
- Bento XVI, catequese sobre Tertuliano (30 de maio de 2007), edição italiana Conferida no italiano porque a versão portuguesa omite, por erro de tradução, que Tertuliano deixou a comunhão com a Igreja. A passagem citada é tradução nossa.
- Bento XVI, catequeses das audiências gerais de 2008 sobre os Padres da Igreja Agostinho (9/1), Leão Magno (5/3), Gregório Magno (28/5 e 4/6) e Isidoro de Sevilha (18/6). Edição portuguesa, em grafia de Portugal.
- Bento XVI, catequese sobre São João Damasceno (6 de maio de 2009) O mosteiro de São Saba e a condenação póstuma dos discursos em Hieria (754), de onde sai o limite da data na tabela.
- John Chapman, verbete Fathers of the Church, The Catholic Encyclopedia, vol. 6 (Nova York, 1909) Obra de referência com imprimatur, não Magistério; as passagens citadas são tradução nossa do inglês. Dela vêm a definição de Fessler, os sinais de aprovação, os limites da era patrística e a origem dos quatro grandes.
- John Chapman, verbete Doctors of the Church, The Catholic Encyclopedia, vol. 5 (Nova York, 1909) Tradução nossa do inglês. As três condições do título de Doutor, o decreto de Bonifácio VIII (1298) e a festa dos três Hierarcas.
- São Vicente de Lérins, Commonitório, tradução inglesa de C. A. Heurtley (1894) Capítulos 2, 3, 17, 18 e 28. As frases em latim vêm do verbete de Chapman; a da opinião particular, que só lemos em inglês, vai traduzida dessa versão e marcada como tal.